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foto: Cartaz do Evento
Conselho Mundial de Igrejas reúne-se no final de outubro
Conselho Mundial de Igrejas se reunirá neste outubro para testemunhar ao mundo a unidade cristã e o desejo de Deus da justiça com paz

Está prevista para os dias 30 de outubro a 8 de novembro de 2013 a X Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas/CMI.

A Assembleia, que terá lugar em Busan, na Coreia, tem o compromisso de determinar o programa de ação do CMI para os próximos anos, eleger os membros dos órgãos diretivos e de se pronunciar publicamente em nome das igrejas membros. A Assembleia também é oportunidade única para que a comunidade de igrejas membro se reúnam para orar e celebrar.

O tema da Assembleia é “Deus da vida, conduze-nos à justiça e à paz”. Trata-se não somente de um slogan para o evento, mas de possibilidade para enfocar o tema teologicamente e para estabelecer ações programáticas para antes, durante e depois da Assembleia.

A Assembleia do CMI: um mosaico de experiências

O CMI foi fundado há 65 anos, em 1948, por igrejas do mundo inteiro empenhadas em trabalhar pela unidade visível dos cristãos e das cristãs, motivadas pela oração do Cristo: "Que eles sejam um para que o mundo creia" (Jo. 17.21). A fundação já era resultado de esforços realizados, desde o século XIX, de tornar visíveis e mais articuladas experiências dos mais diversos grupos com diálogo e cooperação nos campos missionários, na edição de Bíblias e no trabalho com educação cristã, nas associações de jovens, na promoção da justiça e da paz, nos debates teológicos.

Com a consolidação do movimento ecumênico foram várias as organizações formadas com este propósito mas a mais expressiva delas, e também aglutinadora de muitas tantas, é o Conselho Mundial de Igrejas. Desde 1948 foram realizadas inúmeras atividades para concretizar o esforço conjunto das igrejas em várias frentes. Foram nove as assembleias plenas, a última delas realizada em Porto Alegre/Brasil, em 2006, a primeira na América Latina. Em 2013, será  primeira vez que o CMI terá o seu encontro maior no continente asiático. A  assembleia é a expressão viva das 345 igrejas-membro que se reúnem para orar, celebrar, refletir e tomar decisões.

A 10ª Assembleia deverá receber 825 delegados das igrejas e mais de 4 mil participantes, entre organizações associadas e representantes de outras igrejas cristãs. Será a primeira assembleia em toda a história com mais de 90% de inscrições confirmadas, o que representa um significativo engajamento das igrejas-membros e outros associados.

Fundamentalmente, a assembleia é um espaço que permite às igrejas membros e aos sócios ecumênicos avançarem para uma visão e entendimento comum do mundo daquilo que o Evangelho anuncia; celebrar o Deus da vida e refletir em torno da Palavra de Deus. É um momento, também, quando se avalia o trabalho dos programas do Conselho e se fixam prioridades de ação para os próximos anos.

O programa

Cada dia de encontro na assembleia começará e finalizará com orações e celebrações litúrgicas. Também haverá quase cem grupos de estudos bíblicos focados na temática da assembleia, centrados em períodos da história bíblica em que a vida se viu ameaçada, e nos momentos em que, por meio da graça de Deus, prevaleceram a justiça e a paz.

Em Busan serão realizadas oito sessões plenárias temáticas. Quatro delas apresentarão as dificuldades mundiais com as quais as igrejas podem confrontar de maneira conjunta e darão conta de que maneira os interlocutores ecumênicos trabalham juntos para vencer esses desafios. Uma série de 21 “conversações ecumênicas”, destinadas a fomentar o debate sobre questões de interesse comum, terão a finalidade de contribuir para a configuração de uma agenda ecumênica comum para o período posterior à Assembleia de Busan. Clique aqui para conhecer os 21 temas.

Com o fim de possibilitar o intercâmbio de dons e experiências entre os participantes a Assembleia terá o “Madang”- palavra de origem coreana que denota reunião, encontro, comunidade, celebração, família, mas que ao mesmo tempo tem uma conotação de espaço físico, na mesma linha do que foi o “Mutirão” na Assembleia de Porto Alegre. O Mandang será constituído de oficinas, exposições, atividades especiais, atuações, obras de teatro, artes visuais, espaços de debate, encontros culturais preparados por igrejas e grupos ecumênicos de todo o mundo.

Delegados/as das igrejas membros e representantes oficiais de organizações associadas dedicarão uma parte importante do tempo ao trabalho institucional, como possíveis mudanças no sistema de governo do CMI, eleições para as comissões, acolhimento de relatórios do que foi realizado de 2006 a 2013 e avaliação do trabalho dos comitês da assembleia.

Busan, Coreia do Sul: o espaço de encontro

Com 3,7 milhões de habitantes, Busan é a segunda maior cidade da Coreia do sul, situada na costa sudeste do país, a 325 km da capital. A cidade é um importante centro industrial, comercial e cultural, onde está localizado o maior porto do país, no estreito do vale do Rio Nakdong. A Coreia do Sul foi motivação para a realização da Assembleia do CMI por conta da grande diversidade de igrejas cristãs e do contexto inter-religioso do País, a força de congregações locais e a esperança de unidade entre os países da península.

A igreja tem crescido rapidamente na Coreia, onde quase um quarto da população é cristão. O contexto inter-religioso da Coreia destaca a crescente experiência de diálogo que outras igrejas ao redor do mundo têm vivido. 
A Coreia continua a ser uma península dividida politicamente. A esperança de que o povo coreano seja um dia reunido é forte para muitos coreanos. As igrejas na Coreia, juntamente com o movimento ecumênico, têm sido encorajadores dos esforços de reunificação por décadas.

A esperança para a reconciliação e o testemunho comum para a reunificação marcará significativamente a 10ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas. Por isso, o comitê organizador, junto com a liderança do CMI, convidaram as igrejas da Coreia do Norte para o processo de organização do evento e para promover o diálogo e a cooperação. Os organizadores também convidaram igrejas evangélicas e pentecostais coreanas não participantes do movimento ecumênico e outros grupos religiosos para terem uma presença na assembleia.

O tema do encontro é "Deus da vida, conduza-nos à justiça e à paz". Mais do que nunca, a península coreana precisa de uma mensagem de paz, afirmou o secretário geral do CMI Olav Tveit. A situação na península é uma preocupação do CMI que vem de longa data, também pelo impacto que um eventual conflito provocaria em suas igrejas membro na Coreia do Sul e pelas relações iniciadas com a Federação Cristã da Coreia do Norte. A realização da Assembleia em Busan, argumentou Tveit, é uma expressão da esperança da Igreja em todo o mundo às congregações das Coreias na construção da paz e reconciliação. "Convidamos todos os cristãos a orarem pela península da Coreia e que a vontade de Deus, pela justiça e a paz, seja feita", disse.

Desde 1996, o Conselho Nacional de Igrejas da Coreia do Sul e Federação Cristã da Coréia do Norte têm trabalhado juntos a cada ano para realizar orações conjuntas  em um processo iniciado pelo CMI. A oração para a Páscoa de 2012 foi elaborada em uma reunião na China, de representantes de igrejas coreanas. 

Eventos prévios

Historicamente, alguns grupos se reúnem previamente à Assembleia do CMI para tratar de temas que lhe são específicos dentro dos desafios ecumênicos: mulheres (desta vez junto com homens), jovens, pessoas com deficiência e indígenas. Um Instituto Teológico Ecumênico Global também acontecerá em Seul previamente, com continuidade durante a assembleia em Busan.

Um evento relacionado à Assembleia de Busan que já está acontecendo é o Trem da Paz: uma iniciativa das igrejas coreanas para chamar a atenção para a necessidade de paz e reunificação da península coreana. Trata-se de um trem que sairá, em 6 de outubro, de Berlim/Alemanha, onde um muro que dividia o País foi superado em 1989, com direção a Busan, onde chegará em 28 de outubro, passando por Moscou, Irkutsk, Beijing, Pyongyang, Seul.

Os participantes, vários pagando suas próprias passagens, outros com selecionados para receber subsídios do CMI terão oportunidade de intercambiar experiências de promoção da paz e da reconciliação e orar pela derrubada do muro que divide a Coreia, mas também pela derrubada de outros muros como o que isola os palestinos e separa dos irlandeses.
Fonte: Portal Luteranos - IECLB e Portal Metodista
Publicado: segunda-feira, 21 de outubro de 2013

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