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Presença Luterana no Espírito Santo
Autor: Valdemar Gaede
São Leopoldo: Oikos, 2012, 322p.

Presença Luterana no Espírito Santo

Os primórdios da presença luterana no estado do Espírito Santo e a história da Paróquia de Santa Maria de Jetibá

Com a publicação de “Presença Luterana no Espírito Santo”, Valdemar Gaede insere-se em importante tradição ministerial da Igreja de Jesus Cristo: a preservação da memória. A fé cristã vive da memória da presença de Deus em Jesus Cristo. Os primeiros cristãos a se dedicarem à preservação de memória criaram um gênero literário designado de Evangelho. Quatro evangelhos nos foram preservados no Novo Testamento, no qual também encontramos exemplar de outro gênero preservador de memória: os Atos dos Apóstolos. Nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos temos memória sobre Jesus, relatada por testemunhas oculares, memória sobre a vida de comunidades seguidoras de Jesus e sobre o testemunho por elas dado acerca do Filho de Deus. 

A publicação também insere Valdemar Gaede em grupo seleto de nova geração de pesquisadores e historiadores, dos quais a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil muito deve se orgulhar. Penso em seus colegas Henrique Krause, Lauri Wirth, Osmar L. Witt, Marloin R. Fluck, Mário F. Tessmann e Wilhelm Wachholz. Junto com eles, sentimo-nos devedores a Joachim H. Fischer que fez da História da Igreja mais do que mera disciplina auxiliar da Teologia. Na tradição luterana, o estudo da História nos ensina a sermos “teólogos da cruz” como o expressou o reformador Martim Lutero no Debate de Heidelberg de 1518. O teólogo da cruz, segundo Lutero, diz as coisas como elas são e, com isso, ajuda a Igreja a confessar culpa e a reunir forças para o serviço do Reino de Deus e mostra onde há sinais do Reino e onde eles estão sendo encobertos.

Antes dos historiadores acima mencionados houve, contudo, muitas pessoas que ajudaram a preservar memória na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Houve obreiros e obreiras que elaboraram relatórios que hoje encontramos em arquivos europeus e brasileiros. Ler os relatórios do Pastor Pflüger que atuou em Rio Novo/ES é defrontar-se com os primórdios da história luterana no Espírito Santo. Seus relatos estão em Basiléia. O mesmo ocorre com os relatos dos pastores enviados pela Igreja Evangélica da Prússia, preservados em Berlim. Os relatos de Wrede, Peter, Langholf, Grottke distribuídos entre Neuendettelsau, Nürnberg e Hermannsburg preservaram a memória da atuação daqueles que foram enviados pela Associação das Caixas de Deus Luterana (Lutherischer Gotteskasten). Esses relatos, juntamente com as descrições de viajantes, como Johann Jakob von Tschudi, permitiram, em 1936, a produção da obra de Ferdinand Schröder, Brasilien und Wittenberg, e, em 1970, a obra de Joachim Fischer, Es begann am Rio dos Sinos. No caso do Espírito Santo sobressaem as produções de Gotthard Grottke e de Fritz Wüstner.

A geração de Valdemar Gaede pôde valer-se das produções dos que os antecederam. O peculiar de sua produção, no entanto, está no olhar diferente que aprendemos a ter, no que também somos alunos do reformador Lutero, quando comentou o Magnificat, o Cântico de Maria. Deus entrou em nossa realidade na pessoa de Jesus de Nazaré e nos ensina a olhar “para baixo”, para o seu povo. Esse olhar para baixo, para a vida das comunidades, evidentemente sem desconsiderar a atividade dos obreiros e obreiras, suas esposas e esposos, é um dos méritos da publicação de Valdemar Gaede. Ele resgata vida em comunidade e permite o estudo da História da IECLB, em miniatura, orientado na vida das comunidades luteranas do Espírito Santo.

Em tempos de Pós-modernidade, o livro de Valdemar Gaede nos ensina a importância de uma leitura de Igreja como “comunhão dos santos” e oferece parâmetros para “construção de comunidade”. Sua obra é presente para os luteranos do Espírito Santo, para o todo da IECLB e para aqueles historiadores que sabem da importância do estudo da religião para melhor compreensão da história social brasileira.

Pastor Valdemar Gaede


Autor da Resenha: Martin N. Dreher
sexta-feira, 9 de novembro de 2012

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