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A Ética de cada Dia
Autor: Martim Carlos Warth
Canoas: Ed. ULBRA, 2002, 216p.

Uma super dica de leitura cristã é o livro A ética de cada dia do Mestre e Doutor em teologia, Martim Carlos Warth. Ele teve um longo currículo atuando como pastor, professor, diretor de seminário teológico, membro executivo da diretoria nacional da IELB, e membro da comissão editorial das Obras de Lutero, e ainda ocupou cargos relevantes na ULBRA.

A ética é uma só; esta é a tese principal do autor. Ela segue unicamente à vontade de Deus para com suas criaturas. Ela é, portanto uma ética cristã e invariável.

O objetivo do livro é descrever os princípios básicos da ética, como revelados na Palavra de Deus, que irão auxiliar cada pessoa, dentro de sua individualidade e de sua liberdade em Cristo, a tomar decisões com responsabilidade diante das diversas circunstâncias de sua vida.

O autor divide o livro em duas partes. Na primeira parte apresenta qual a situação do ser humano. Na segunda, analisa os diferentes aspectos e detalhes práticos da vida, que sempre busca a felicidade.

A aplicação prática da ética é feita mediante a apresentação e explicação dos 10 mandamentos relacionando-os com a oração do Pai-nosso. “O pai-nosso (Mt 6.9-13) repete todos os elementos do Decálogo em forma de oração” (p.63). O autor nos lembra que, segundo a nossa condição de pecadores, somos imperfeitos e conseqüentemente incapazes de cumprir a vontade de Deus. Mas Jesus incentivou a pedirmos o poder de Deus que poderá nos fazer cumprir melhor sua lei em amor, ensinando-nos assim a oração do Pai-nosso. Na minha ótica, o próprio título da obra já nos apresenta uma certa comparação com a oração do Pai-nosso: a ética de cada dia... o pão nosso de cada dia... Essa forma de abordagem do assunto pareceu-me inovadora, tendo em vista que outros autores enfocam dificuldades e/ou temas éticos esclarecendo-os à luz das Escrituras. Warth faz o contrário. Busca fundamentar-se biblicamente, dando a base para uma reflexão ética em qualquer assunto que surgir.

Apesar do título: A ética de cada dia, o autor, na verdade, aborda ao longo do livro as várias classificações da ética, que comumente é dividida em: ética do cotidiano, ética da decisão e a ética do conflito. A ética do cotidiano que ocorre quando o comportamento do homem segue padrões espontâneos pré-moldados. Ela segue a normas fundamentais introjetadas de uma sociedade. A ética da decisão é quando o comportamento do indivíduo requer uma reflexão. E a ética do conflito ocorre quando o indivíduo é atingido de maneira existencial. São situações extremas que requerem uma decisão pessoal difícil de ser tomada. Em suma, o autor não faz distinção clara entre essas classificações, porém, apresenta desde situações éticas simples como coisas básicas dentro de um convívio familiar, que fazem parte da ética do cotidiano, até as mais complexas, como a eutanásia (p.134) e a pena de morte (p.141), que fazem parte da ética do conflito.

Sua fundamentação ética é tipicamente luterana. O autor faz uso de várias citações e argumentos de vários teólogos luteranos, e principalmente do próprio Lutero, como no caso de: “deixar Deus ser Deus” (p.35), distinção entre o “reino da esquerda” e o “reino da direita” (p.20), as “três ordens” divinas (p.23), somos “Máscaras de Deus” (p.192). Porém, nota-se que o autor abre sua reflexão buscando outras opiniões. Vemos citações de teólogos católicos e reformados. E há inclusive referências a obras “populares” como: Homens São de Marte, Mulheres São de Vênus e Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?, ao se tratar de assuntos como casamento e sexo, e uma citação poética do clássico literário O Pequeno Príncipe, ao falar do amor filia.

A aplicação ética do 6º mandamento foi a que exigiu do autor uma maior atenção. Este envolve a ordem criada por Deus chamada: família. A atenção se justifica, pois os valores éticos familiares são um dos mais atacados pela relatividade de nosso mundo pós-moderno, principalmente a fidelidade conjugal. Julgo ótima a explicação dos “três amores”: Eros, Ágape e Filia.

É comum entre os leitores, principalmente estudantes, o hábito de sublinhar trechos e/ou frases que julgam ser importantes no livro. No caso deste livro eu diria que todo o livro deveria ser “sublinhado”, pois é todo ele muito bom. É, sem dúvida, uma leitura relevante para qualquer pessoa cristã, uma vez que trata de fundamentos básicos de uma vida cristã. No caso de teologandos, é um ótimo subsídio para sua reflexão ética, e também encaro como uma verdadeira obra de referência enquanto aborda uma variedade grande de assuntos. Para este fim, um índice remissivo com palavras chaves e temas mais específicos ajudaria numa consulta posterior à obra.

“A reflexão ética continua enquanto o ser humano está no mundo, buscando o seu espaço na vida de cada dia, a cada hora. Sempre haverá novas situações em que precisa decidir com coragem” (p.7), esta obra é um bom início para quem quer viver padrões coerentes com a santa vontade de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
Autor da Resenha: Wagner Ricardo Jann, Bacharel em Teologia pela ULBRA
sábado, 28 de julho de 2012

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