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foto: Rejane Wolff
O Jovem cristão e o Rock
O pastor Manfred Zeuch, doutor em Teologia e diretor do Concordia Lutheran Seminary, no Canadá, faz uma reflexão sobre o tema

Pode um jovem cristão ouvir rock?


Minha primeira resposta será uma informação: Eu me considero jovem ainda, embora em meia idade: 49 anos. Eu ouço rock. Esporadicamente. E sou presidente de um seminário. Meu colega, pastor, teólogo (muito conservador por sinal em questões de estilos de música para o culto!), presidente da universidade luterana aqui em Edmonton, Canadá, ouve mais rock do que eu. Entrando no seu escritório num desses dias, eu o vi com caixas de som com booster na mesa de trabalho, ouvindo um heavy rock pelo computador enquanto trabalhava. Em casa ele tem telão e projeção de shows de rock, com os filhos.


E muitos outros cristãos luteranos adultos menos jovens ouvem rock. Então a primeira resposta é: se nós coroas ouvimos, por que não os jovens? Ok. Simples.


No entanto tanto nós, como - e aqui eu diria: muito mais os jovens, precisamos manter constante vigilância e certas distinções.


Um colega meu, teólogo, na Alemanha, director da Hora Luterana, Dr. Neumann, fez sua tese de doutorado em Erlangen sobre o tema O pano de fundo religioso na cena to rock. Ele sustenta a tese de que os inicios do rock, e grande parte do rock contemporâneo, têm uma origem e um propósito religioso pagão. Volto a isso mais tarde.


Lembro de uma palavra de Paulo: Tudo me é lícito, mas nem tudo convém, 1 Co 6.12. Assim, não existe padrão bíblico sobre que tipo de música é correto e que tipo é errado para um cristão. Música e instrumentos fazem parte da alma criativa do ser humano, recebida por Deus, e fazem parte deste mundo, e Deus descreve o céu – com palavras simples e da nossa realidade, para entendermos – como um lugar que tem música também. E se instrumentos celestes mencionados na Bíblia fossem lei, deveriamos banir órgãos e harmonios e só tocar harpa nos cultos...


Então: tipo de música, instrumento e vozes, em si, são neutros, para se ouvir. Os aspectos a serem considerados são o cuidado com os fracos na fé, o conteúdo e mensagem da música, e sua influência em nossa mente e estilo de viver.


Música rock é totalmente parte da pop culture, a cultura popular, e um cristão pode usufruir dela como: livros, arte, filmes, música. Eu por exemplo gosto muito de Avatar mas sei que o filme do Canadense mistura um monte de coisa não cristã religiosamente falando. Mas tem um bom fundo moral. Se sugerisse alguma ação contra a vontade de Deus claramente, não recomendaria! Se um conteúdo de música por exemplo sugere vida libertina, uso de drogas, violência, desrespeito a outros seres humanos (se é racista, ou anti-pais, anti-autoridade, etc.), banalização do amor e casamento, ou como o diabo ou satã são bacanas, devemos nos antenar e banir! Não é a melhor coisa de se ouvir, muito menos deixar outros verem que estamos ouvindo!


Agora muita música tem teor erótico. É errado? Bem, até a Bíblia tem, basta ver o livro de Cantares, por exemplo, com poemas eróticos. Então tudo depende da situação da pessoa: erotismo faz parte da vida da pessoa para ser exercida em casal, por natureza, dada por Deus (Ef 5.31; Gen 1, Cant). Se uma música leva o casal para mais perto e a usufruir mais de sua vida íntima e amorosa em dado momento, excelente! Mas e jovens solteiros? Se a música o leva a querer ter sexo com outro/a jovem, fora do casamento… tudo errado! Deve-se evitar ouvir muito esta música ou banir totalmente! Entendem como depende da situação da pessoa? Tudo depende do que a música pode 1) causar em você, 2) em sua relação com Deus, 3) em sua relação com o próximo e seu testemunho como cristão. Eu poderia particularmente ouvir uma música de amor (por exemplo a forte música dos anos 1970 do Serge Gainsbourg Je t'aime mois non plus) mas não a ouviria quando tenho ao meu redor outros irmãos na fé dependendo de quem são. Eu posso ouvir e gosto da música My Sweet Lord de George Harrison, mas sei que a letra descreve o apego do Beatle a religiao Hindu e Hare Krishna! Vou ouvir apenas como entretenimento musical e sons de melodias e palavras, não como mensagem religiosa e existencial para mim, porque tenho um outro "doce Senhor"! O Senhor Jesus Cristo. De novo: provavelmente não ouviria My sweet Lord na frente de alguém que ou não gosta dos Beatles ou acha que esta música é errada.


Agora quanto ao mais radical, o rock pesado. Bem, em 2005 eu fui com meu filho num show de rock Live'n Louder no Gigantinho que teve 7 bandas com 10 horas de rock pesado sem parar, sendo a maioria gothic rock. Nightwish e Scorpions fecharam a noite. Embora eu não tivesse considerado errado nós dois termos ido, não faria facilmente de novo pela simples integridade dos meus ouvidos. Mas gostei dos três solos de bateria por exemplo! E da voz da Tarja.


Mas, com meu colega presidente da universidade Concórdia, e com nosso Deão acadêmico de 63 anos que curte cultura pop, fui novamente assistir a banda alemã Scorpions, desta vez aqui em Edmonton, há dois anos. Tá ok, muitos de vocês vão dizer que Scorpions é banda de velho mesmo… mas atentem para o princípio! (sorriso)


Assim, vocês podem ver que, como não podemos de maneira alguma dizer hoje – como se dizia em nossos círculos antigamente! – que dançar é pecado, em si, mas que depende de quem, onde, como, quando, com quem, pra que, o mesmo com a música. Cuidem da mensagem da música, do contexto, da mensagem que vocês dão também.

Rock cristão? Hum. Meu colega presidente, que já mencionei, é contra toda música contemporânea cristã e acha que lugar de violão é no bar, não na igreja. Rock pesado cristão não é meu estilo, na verdade não ouço muito (gostava dos Sãos e Salvos, este meus alunos do seminário!). Mas se é para ganhar alguns para Cristo, vamos lá! Por isso também acho bacana um colega pastor na Alemanha, conselheiro distrital – motoqueiro – organizar passeios e cultos para motoqueiros que reúne dezenas de pessoas não da igreja que ouvem a mensagem dele, em cima de suas motos num parque! Para nossos cultos luteranos o rock não parece apropriado, mas sim o uso de música que fomente e auxilie na meditação, agradecimento, adoração. Nossa hinologia luterana tradicional é um tesouro seguro, insuperável e imperdível! Entre música contemporânea acho o estilo de Taizé, da França, muitas vezes como muito bom para nossa espiritualidade. Porque enfatiza a palavra de Deus e sua ação, e não nossa própria religiosidade e atividade (como muita música cristã evangélica de hoje faz! Cuidado aqui também!) Apenas um exemplo.


No mais, um aluno nosso aqui da teologia que se formou pastor agora em maio, o Lin Pui Yeong, de Hong Kong, sob minha direção escreveu o TCC de mestrado dele sobre Adiáfora: liberdade no Evangelho (Adiaphora: Freedom in the Gospel) e foi muito bem. Não quero entrar em detalhes teológicos aqui com vocês, apenas compartilho as linhas gerais com que vejo tudo isso.


Um abração grande daqui do Canadá aos jovens luteranos gaúchos!



Ass. Antigo integrante da diretoria da JELB, responsável pelo departamento de música, nos idos anos final de 1970 inicio de 1980 (vixe!)... violonista amador, cantor amador e fotógrafo amador...


Manfred Zeuch

Edmonton, Junho de 2010.



>> Link para o artigo original, publicado no Blog da JELG - Juventude Evangélica Luterana Gaúcha



Aproveitando a temática, eis alguns videos de rock gospel para sua inspiração. Aproveite! 



Sãos e Salvos - Josué - Oração de Josué - Vitória do Senhor - durante o V LutherStock (2004), em Guaíba-RS






Staurós - Toda dor






Resgate - Passo a passo






Oficina G3 - Meus próprios meios






PG - Sábia loucura






Hillsong United - Take It All






Switchfoot - This is home






Third Day - Children of God




Manfred Zeuch
Edmonton, Junho de 2010
quarta-feira, 24 de julho de 2013

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