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foto: Internet
Dez motivos pelos quais usamos a liturgia
Mensageiro Luterano, setembro de 2009, nº 9, ano 92, pág.08.

A liturgia é a ordem de culto que usamos, incluindo as leituras fixas ou assinaladas para cada domingo ou dia festivo. Há pelo menos dez motivos pelos quais usamos a liturgia:

1. Nossa liturgia é histórica.

Algumas partes são do tempo dos apóstolos. O prefácio da Santa Ceia, aquela parte do “Levantai os vossos corações”, já era conhecida no ano 200 d.C. Portanto, a liturgia é tradicional: ela nos vem como tradição e pode ser passada adiante como tal.

2. A liturgia é um símbolo.

Ela é algo que, assim como um distintivo, nos identifica. O que nós cremos determina a maneira como fazemos nosso culto, e nosso culto é uma confissão daquilo que cremos ou em que acreditamos.

3. A liturgia está centrada em Deus e Cristo.

Desde a invocação do nome do Deus Trino, em que lembramos o Batismo, até a bênção tríplice, ao final, a liturgia dá destaque ao que Deus fez, ainda faz, e fará. No centro do culto se encontra a pessoa e a obra de Jesus Cristo. Assim, o culto não está centrado em “mim” ou em “nós”, mas no que Deus fez em Cristo, reconciliando consigo o mundo. Nisto nós fomos incluídos através do Batismo.

4. A liturgia ensina.

Ela ensina o que Deus quer que a gente saiba, incluindo criação, salvação (a encarnação, paixão, ressurreição e exaltação de Cristo) e santificação (a vinda do Espírito Santo e a nova vida da fé). A cada novo ano litúrgico passamos por esses temas. Assim, regularmente nos é ensinado “todo o plano de Deus” (Atos 20.27).

5. A liturgia é transcultural.

Ou seja, ela tem a mesma estrutura básica e o mesmo conteúdo em várias línguas e culturas.

6. Ela é repetitiva, no bom sentido.

A repetição é, como se diz, a mãe do ensino. Textos fixos e ciclos anuais de leitura permitem o aprofundamento da aprendizagem. Claro, repetir por repetir, sem que se pense no que está acontecendo ou sendo dito, não faz sentido algum. Mas o mesmo vale também para uma mudança constante ou uma variedade que não tem fim.

7. A liturgia é comunitária.

Nos Salmos encontramos aquele “vamos à casa do Senhor” (Salmo 122.1). A liturgia faz com que deixemos de nos voltar apenas para nós mesmos, pois ela nos liga a Cristo, pela fé, e ao próximo, em amor. No culto, estamos juntos. Não se trata simplesmente do que eu posso “tirar do culto”, pois estou ali também por causa dos outros. Juntos, queremos receber os dons de Cristo e nos animar uns aos outros (Hebreus 10.25).

8. A liturgia nos livra da tirania do “aqui e agora”.

Nela, quem determina o que vamos falar e ouvir é a Palavra de Deus. É ela que define quais são as nossas necessidades e formula as perguntas que precisamos fazer. Somos tentados a “transformar pedras em pães”, satisfazendo necessidades imediatas ou “coceiras espirituais” que nós temos, mas a liturgia nos ensina a viver de toda a palavra que procede da boca de Deus.

9. A liturgia é exterior a nós e é objetiva.

Não se tem em vista que cada pessoa se sinta desta ou daquela maneira ou que todos tenham a mesma experiência “espiritual”. Os sentimentos variam, quase na mesma velocidade com que vêm e vão. A liturgia nos dá uma base concreta, externa, objetiva, centrada na morte e ressurreição de Jesus Cristo, cujos benefícios vêm a nós através dos meios da graça (Palavra, Batismo e Santa Ceia). A fé vem pelo ouvir da Palavra de Cristo, que é objetiva e vem de fora de nós.

10. A liturgia é a Palavra de Deus.

Muitos críticos da liturgia esquecem este fato. A maior parte das frases e dos cânticos da liturgia foi tirada da Bíblia. Em certos trechos, temos uma referência indireta ou a citação direta de um texto (por exemplo, o “glória a Deus nas alturas”, que vem de Lucas 2.14). Outras partes, como os Credos, são um resumo da mensagem central da Bíblia. Assim sendo, a liturgia é, ela própria, a Palavra de Deus, e não apenas uma embalagem ou moldura para essa Palavra. (Muitos talvez enxerguem a liturgia como uma simples maneira de “emoldurar” o sermão). Não são poucas as vezes em que a liturgia socorre o pregador, providenciando aquilo que o sermão não consegue transmitir ou que ele deixa de transmitir. Muitas vezes somos consolados mais pela estrofe de um hino do que pela pregação em si. Em muitos lugares, a Igreja Cristã sobreviveu graças à liturgia. Muitos cristãos, no leito da morte, são consolados e animados na esperança com base num texto da liturgia que sabem de cor.


Fonte: Mensageiro Luterano, setembro de 2009, nº 9, ano 92, pág.08.

Adaptado pelo Prof. Dr. Wilson Scholz, em abril de 2009, de um texto escrito pelo pastor William Cwirla, postado no site www.higherthings.org.
Pastor William Cwirla, adaptado por Prof. Wilson Scholz
Mensageiro Luterano, setembro de 2009, nº 9, ano 92, pág.08.
domingo, 21 de julho de 2013

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