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foto: Internet
Culto e Música
Mensagem proferida em culto na paróquia de Vila Velha por Vinícius Ponath

Música é resultado da criatividade humana, a partir de um dom de Deus. Com este dom de Deus podemos fantasiar, sonhar, criar e recriar. Assim, a música que alguém compõe ou faz, expressa o que se vai no seu coração, no seu íntimo, na sua alma. A música, por assim dizer, espelha, desnuda o que a pessoa sente na sua totalidade.

Explico: Se alguém está apaixonado, ele vai expressar na música este sentimento. Se alguém está triste, esta tristeza terá a sua expressão na música. Se alguém tem uma experiência religiosa, esta espiritualidade vai se expressar na sua música. Temos aí como exemplo máximo Johann Sebastian Bach, com suas cantatas e oratórios.

Se alguém está com a cabeça vazia e não tem comprometimento com nada, isso vai se expressar na música que faz. Basta ligarmos o rádio, e já teremos algumas provas disso.

É importante frisar que os sentimentos que um compositor ou autor de letras expressa, deixam de ser só dele. Porque? Quando alguém está apaixonado, naturalmente vai se identificar com tipo de música que invoca paixão e fala de paixão do compositor ou autor. Os sentimentos do compositor ou autor assim começam a ser interiorizados pelo ouvinte apaixonado e deixam de ser propriedade única de quem fez a música. Se alguém está à procura de valores religiosos, vai gostar de músicas de compositores ou autores religiosos...

Podemos então dizer que a música interpreta os sentimentos individuais, mas também interpreta os momentos, as realidades, os acontecimentos de determinada época ou determinado momento histórico da humanidade.

Convidamos agora para darmos um pequeno passeio pela nossa música sacra, para sentirmos como surgiram alguns hinos do nosso hinário. Começamos pelo hino que identifica a nossa confessionalidade: “Deus é Castelo Forte” (HPD 1,97).

Este hino surgiu provavelmente no ano de 1527, quando Lutero passa por momentos muito difíceis. A partir de junho de 1526, Lutero sofre de vesícula e cálculos renais. Em 1527 há um surto de peste negra em Wittenberg. Amigos morrem. Em agosto de 1527, é morto o amigo Leonhard Kaiser, na cidade de Passau. Há também neste período sérias discussões com Zwinglio sobre a compreensão da Ceia do Senhor. Nesta situação angustiante, Lutero procura refúgio em Deus e percebe concretamente o seu auxílio e proteção. A partir desta experiência, escreve então o hino, dizendo que Deus é como um castelo, no qual o cristão se pode refugiar contra todos os males e ataques.

Quase 100 anos depois, os luteranos são duramente perseguidos. Em algumas regiões da Alemanha, as faculdades de teologia luteranas são fechadas e reabertas com professores da ordem dos beneditinos. Desta época temos um hino de um destes professores de teologia que foram cassados. É Josua Stegmann, que perde o seu posto, é preso e forçado a abdicar de sua confessionalidade luterana. Em meio a este desespero, ele compõe o hino “Preserva em tua graça”, (HPD 1, 108)

No final do século 16, toda a Alemanha foi arrasada por um surto de peste negra. Numa pequena cidade da Westfália, a peste grassou de forma bem violenta. Praticamente em todas as casas havia casos de morte. Havia dias, em que aconteciam mais de 30 sepultamentos de pessoas vítimas da peste. É neste ambiente que Philip Nicolai, numa noite de desespero, não consegue dormir. Ele observa o céu da janela de sua casa, tentando arrancar-lhe alguma resposta para tudo o que estava acontecendo. Já de madrugada, observou no céu um brilho intenso. Era a estrela da manhã que estava surgindo e anunciado esperanças para Nicolai. De repente Nicolai se vê fortalecido e tem certeza que a peste será superada. Surge nesta hora o famosos hino “Estrela d’alva, o teu fulgor revela a graça do Senhor” (HPD 1, 38)

De 1818 a 1648, aconteceu na Europa a Guerra dos Trinta Anos. Tudo por questões religiosas. Foi um período de escuridão, em que não havia perspectiva de vida para uma geração inteira. Quando a guerra finalmente terminou, Paul Gerhard nos deixou um dos hinos mais bonitos: “O sol fulgente” (HPD 1 271). Com o pano de fundo descrito e o final de uma guerra quase que interminável, estes versos adquiriram sentido todo especial. É, pois um hino que sempre podemos cantar após momentos difíceis em nossas vidas.

Mas não fiquemos só na Europa. Vamos à América. Nos Estado Unidos, como no Brasil, a escravidão negra foi brutal. Também lá os negros eram brutalizados e forçados ao Batismo cristão. Mesmo sendo cristãos, os irmãos brancos os consideravam gente de categoria inferior e por isso mesmo os forçavam para serviços pesados nos campos, açoitando-os. Temos no HPD um hino feito por esses escravos de plantações de algodão, procurando amparo nas mãos de Deus, nos momentos difíceis: “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar”. (HPD 1, 216)

Mas também aqui no Brasil surgiram e surgem músicas sacras, pois também aqui se faz experiências de fé. Temos aí uma música que surgiu num período em que a IECLB em nosso Estado se preocupou com a situação que o país estava atravessando. Estávamos saindo de uma ditadura militar, estávamos vivendo um período de grande esvaziamento do interior que empobrecia. As cidades estavam inchando com migrantes e surgiram bolsões de pobreza. Dentro desta situação, surgiu o hino que invoca o Espírito de Deus para que ele nos revigore, para que nos dê forças na luta por um mundo melhor. O hino invoca o Espírito Santo para que seja despertado em nós a solidariedade aos sofridos que o sistema faz. É o hino de Rodolfo Gaede: “Vem, Espírito de Deus”. (HPD 2, 318)

Com tudo isso, queremos concluir percebendo que a música na igreja possui um sentido e carrega consigo uma mensagem, uma oração, uma história, como os nossos hinos que contam também a história da nossa igreja e Lutero nos convida a sabermos disso. Lutero se esforçou sempre para que a Comunidade compreendesse o que estava cantando para que as mensagens fossem entendias com mais sentido.

Então façamos isso! Ao cantarmos uma canção, olhemos a letra, vamos ouvir a melodia e tentar entender o que há por trás daquela canção e vamos cantá-la com sentimento, absorvendo o que há de mais precioso nela que é a Palavra de Deus!

Amém.
Pastor Helmar Roelke
Mensagem proferida em culto na paróquia de Vila Velha por Vinícius Ponath
domingo, 21 de julho de 2013

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